segunda-feira, 12 de julho de 2010

Na fila de espera do hospital a enfermeira recolhe os sintomas dos pacientes.Chegada a minha vez digo que é desnecessário o serviço, a minha patologia já tem diagnóstico definido.Enquanto aguardo ser chamado, observo rostos,todos abatidos, anêmicos mas nenhum tão vazio quanto o meu.Paredes claras, ambiente silencioso, cada pessoa conta uma história de vida através do próprio semblante.Tantos detalhes.. mas aqui como em todos os lugares, nada consegue distrair os meus sentidos.Conservo a recordação, aquela que causa tanto desconforto.Disseram-me que aqui injetariam um remédio capaz de me curar.Não acreditei.Mas agulhas me fazem sentir algo diferente desse vazio, trazem a sensação de que algo ainda penetra nesse forte escudo que me envolta.Foi em vão, em poucos instantes volta o nada.Mas houve uma sentelha de sensação.
Sentir.Dizem ser o motor, pois que seja, o meu enguiçou.Volto como cheguei, pra onde não sei, porquê menos ainda.Apenas vou.Quem sabe outra receita no caminho.


ps: Achei esse texto por um acaso, foi escrito a algum tempo, num desses tropeços que a vida dá.Melancólico, mas postei.. às vezes é bom jogar pra fora o que vem da inspiração.Sem desculpas para o abandono, tempo se quisesse arrumaria,mas ainda escrevo meus rabiscos nos papéis velhos, um dia mantenho esse projeto de blog atualizado com coisas mais ou menos decentes.Continuo acompanhando muitos blogs e compartilhando algumas ideias e peço desculpa se não comento por agora, ando mais refletindo sobre, do que expondo opiniões.

Um comentário:

L. disse...

aAs vezes me sinto como no seu texto.
Mantenha seu projeto de blog sim,é muito bom ler o que você escreve
Se cuida Nayara e boa prova =D