segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Você me pergunta porque eu te amo. Você diz que eu não te conheço. Eu falo um pouco, muito pouco pro que tem aqui dentro. Tropeço nas palavras porque os passos do meu coração e da minha mente são mais rápidos que as letras que podem tentar te explicar o que se passa aqui dentro. Agora cê pensa, pretinho, se eu te conhecesse mais, aonde é que eu iria colocar tanto sentimento?  Alguns sinais me chamam pra essa realidade nova que tu me trouxe, e se isso não for amor, quero que você me conte no final. A primeira vez que te vi, com o carro parado no sinal, rezando pra que ele demorasse só mais cinco minutinhos pra eu poder te olhar mais um pouquinho, já sabia e no fundo pedia, Pai, esse homem vai ser meu. E como Ele foi e tem sido bom viu, guapo? A tremedeira no restaurante depois de gritarem o seu nome e ter feito você olhar na direção do carro só fez confirmar isso. O açaí de cinco minutos, o seu cheiro, o seu jeito de falar, a pedreiragem pra comer, o jeito de me olhar, a sua distração no meio do assunto, foi como tinha que ser pra me amarrar na sua. E cada dia é uma nova vírgula nessa história que eu só quero reticências.  Onde é que cê tava até agora que não tava aqui pra revirar a minha rotina e iluminar o meu dia com teu olhar e teu sorriso de canto? Quer motivos? Então toma! Você é a causa do meu riso frouxo num domingo de manhã depois de passar a noite juntinho, cuidando do nosso amor. Você me traz paz só de poder te olhar adormecido ali do meu lado. Te vejo brincando com meus cachorros e isso me ganha, teu coração puro, tua disposição; bom homem, meu bom homem! E futuro melhor pai, tenho certeza disso. Todo bonitão, guapo, hermoso, sabe que é, piro em você. Me inspiro em você. Confirmo o que sinto quando discuto bolada contigo o nome de uma futura guapinha. Cê pensa que louco, guapo? Tudo isso em tão pouco tempo. É forte e intenso demais, difícil encontrar por aí. Por essas e outras só quero que você caiba aqui no meu colo pra poder te levar pra qualquer canto. Por nossas tralhas numa sacola e sair por esse mundão descobrindo ele e desvendando a gente. Cada momento é o início de algo que eu não quero que tenha fim. E vou lutar por isso, tá ligado que eu não vou desistir de você, né?! Só quero um espacinho aí pra dentro porque essa é a minha verdade e ela é sincera, meu amor! Se é fazendo que se aprende, só quero ter a oportunidade de aprender ao teu lado. Isso tudo só confirma que eu te quero e te amo demais. Se não for isso, me diz aí, o que é?


sábado, 30 de agosto de 2014

Penso em infinitos, meu bem...

Sabe quando você me perguntou se eu pensava em você? Lembra do que eu respondi? Disse que sim, que você ocupava muitas horas do meu dia. Você não se contentou e quis me deixar um pouco mais embaraçada me perguntando o quê. Tentei te enrolar, trançando meus dedos entre seus cabelos, te beijando o rosto, os olhos, te envolvendo em meus afagos. Por um momento você amoleceu, mas insistiu: o que você pensa? E foi aí que provavelmente eu devo ter corado as bochechas e desviado o meu olhar por todos os seus detalhes tão lindos. "São coisas que não se diz, apenas se pensa...", sussurrei em seu ouvido.
Você me olhou com olhos ferozes e ao mesmo tempo tão serenos, de menino custoso que acabou de fazer arte, mas sabe que nada de ruim poderia te acontecer porque ninguém te resiste.
A verdade é que eu penso tanto sobre você que eu provavelmente teria me embaraçado nas palavras. Eu penso em como seus olhos são claros e ficam ainda mais quando estão fixados nos meus. E em como é bom vê-los. Eu penso em como seu sorriso abre o meu e em como o toque da sua barba é capaz de arrepiar todos os meus fios. Eu penso em minhas unhas passeando pelos traços tatuados das suas costas e te fazendo suspirar de contentamento. Eu penso em como você esbanja charme quando fica bolado com alguma coisa. Eu penso em como tudo está indo tão rápido e em como isso me assusta. E como assusta você também, "macho alfa". E entro em paradoxo quando penso sobre o quanto a sua ausência me perturba. Eu penso em você inteiro, completo, homem e menino.  Eu penso em quanto eu tenho pensado e sentido demasiadamente por você. Penso em infinitos, meu bem... E sinto. Mas isso é outro embaraço.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Eu piano

Talvez eu só precise trançar meus dedos pelas teclas de um piano e pianar...
algo pra desanuviar!

sábado, 29 de junho de 2013

Os que ficam

Uma noite alegre, um bom lugar pra tomar um chopp. Música boa ao fundo, cantores atendendo  pedidos. O cenário ajudou é claro, mas a empatia é uma coisa infalível. E naquela mesa, tínhamos de sobra. Muitas qualidades e inúmeros defeitos reunidos, mas não importava, estávamos ali pra falar sobre tudo e ouvir também. O conforto de uma conversa desinteressada, desmedida e despudorada. Convivíamos diariamente em anos atrás, mas nada que possa se remeter ao termo passado. Passado é aquilo que não consegui ser,  e tudo isso e todos eles eu ainda sou. Porque eles são daqueles poucos que ficam. Temo e desejo que isso nunca morra. Talvez isso seja a tal da amizade, que Mário Quintana descrevia como o amor que nunca morre. Amém!

domingo, 29 de abril de 2012

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

escrever
crer
ver
esquivar de
ré ou não
espirrar o vir
a ser
ou sido
acreditado e engolido.

contato



Um breve e suave toque, assim, de mansinho. É sempre o primeiro. Aquele que foi no parto das horas e instantes, e o vir a ser, no desfecho do tempo. Fixados entre quatro margens, o instante único. Naquele quarto da maternidade, só havia as duas, mãe e filha embaraçadas por nós que, de tão fortes, se tornariam cegos de afeto.